sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Ainda o 132º Aniversário da AHBombeiros da Régua

Secretário de Estado da Administração Interna entrega a Medalha de Mérito de Protecção e Socorro aos Bombeiros da Régua

O secretário de Estado da Administração Interna, Filipe Lobo DÀvila, deu a conhecer, na manhã de domingo, na Régua, algumas medidas de apoio para os bombeiros portugueses, aprovadas num pacote legislativo. Uma delas é aprovação de legislação que reforça o estatuto social do bombeiro.
- Almeida Cardoso

Os bombeiros de Peso da Régua assinalaram, no domingo, a passagem de mais um ano de vida da corporação. As cerimónias, que tiveram a presença recreada da Ferreirinha, foram presididas pelo secretário de Estado da Administração Interna que esteve atento aos pedidos de apoio que lhe foram dirigidos, nomeadamente em relação ao Ministério da Saúde e às questões da nova Lei do Financiamento dos Bombeiros, e prometeu um diálogo profícuo.

O reconhecimento do papel do voluntariado, o reforço do estatuto social do bombeiro, nas áreas sociais e na educação, e ainda o novo enquadramento das forças e agrupamentos foram algumas das novidades deixadas por este membro do Governo. Jaime Soares, presidente da Liga, lembrou que os bombeiros suportam grande parte da prestação de socorro, com as despesas inerentes.

Depois do presidente da Assembleia Geral, José Alberto, evocar um pouco da histária e a realidade da associação, o presidente da Direção, Alfredo Almeida, lembrou a ajuda importante prestada pelo Município local, e que por ano a gestão da instituição ultrapassa os 340 mil euros. Precisamente, o responsável pela autarquia, Nuno Gonçalves, prometeu ?continuidade do apoio?

O momento foi aproveitado para a atribuição de medalhas e distinções a vários elementos da corporação e a antigos dirigentes. Neste âmbito, foram entregues os crachás de ouro (galardão máximo) da Liga dos Bombeiros Portugueses a Aires Querubim e António Bernardo Pereira, e as medalhas de ouro, a título póstumo, a Joaquim Sequeira Teles e ao bombeiro Manuel Carneiro, fanfarrista.

A cerimónia terminou com atribuição da Medalha de Mérito e Proteção e Socorro à associação em festa. De sublinhar a doação do casal Arnaldo Monteiro e Albertina Monteiro (pais do médico Jorge Almeida e ex-deputado do PS) de cerca de 720 livros para a biblioteca dos bombeiros de Peso da Régua.
Clique  nas imagens para ampliar. Imagens e texto cedidos pelo Dr. José Alfredo Almeida (JASA) e editadas para este blogue. Edição de J. L. Gabão para o blogue "Escritos do Douro" em Dezembro de 2012. Este artigo pertence ao blogue Escritos do DouroSó é permitida a reprodução e/ou distribuição dos artigos/imagens deste blogue com a citação da origem/autores/créditos.  

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Retalhos da net - Douro é Património Mundial há 11 anos

Transcrição 'Noticias ao Minuto' com a devida vénia - 11:25 - 05 de Dezembro de 2012 | Por Paula Lima

A chefe de projecto da Estrutura de Missão do Douro (EMD), Célia Ramos, afirmou hoje que o Douro "vai conseguir dar resposta e vai conseguir compatibilizar tudo".

"Nós responderemos absolutamente e com toda a convicção a todas as questões que nos forem colocados e que nos estão a ser colocadas", salientou.

O Ministério da Agricultura e Ambiente divulgou em Outubro que o relatório da missão da UNESCO ao Douro concluiu que a construção do aproveitamento hidroeléctrico de Foz Tua, de acordo com o projecto revisto, é compatível com a manutenção do Alto Douro Vinhateiro (ADV) na Lista do Património Mundial".

A organização mundial fez, no entanto, críticas ao processo e exige medidas de mitigação.

A UNESCO concorda com o enterramento da central eléctrica, num projecto do arquitecto Souto Moura, mas exige conhecer e pré-aprovar soluções para a subestação e para a linha de muito alta tensão.

A organização recomendou ainda a criação de um "Plano de Gestão da Zona", com força de lei, que proteja o Douro "dos impactos cumulativos de infra-estruturas como barragens, linhas eléctricas e estradas, como por impactes incrementais resultantes da ausência de políticas de gestão consistentes".

Este plano terá de ser submetido à UNESCO até 1 de Fevereiro de 2013.

"Julgo que, neste momento, com um tremendo esforço diplomático que foi feito, com uma viva e empenhada actuação por parte do Ministério do Ambiente, nós conseguimos vencer esta batalha", sublinhou Célia Ramos.

No dia 14, no Peso da Régua, decorrerá uma cerimónia que culminará as comemorações de uma década de Património Mundial, iniciadas no ano passado, e se comemorará mais um ano após a classificação. O ADV foi reconhecido em 2001.

Os secretários de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Daniel Campelo, e do Turismo, Cecília Meireles, deverão participar no evento.

As comemorações arrancam com a inauguração do monumento "Feitoria de Alma", da autoria de Gracinda Marques.

Depois, Teresa Andresen, coordenadora do estudo de avaliação do estado de conservação do ADV fará um balanço da paisagem cultural e Célia Ramos falará sobre as linhas de força para os futuros 10 anos.

Será ainda apresentado o projecto da National Geographic, o mapa guia do geoturismo para o Douro.

As comemorações juntam a EMD, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, a Liga dos Amigos do Douro Património Mundial e a Comunidade Intermunicipal do Douro.

Clique  nas imagens para ampliar. Edição de J. L. Gabão para o blogue "Escritos do Douro" em Dezembro de 2012. Este artigo pertence ao blogue Escritos do DouroSó é permitida a reprodução e/ou distribuição dos artigos/imagens deste blogue com a citação da origem/autores/créditos.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Camilo de Araújo Correia - O NATAL BRASILEIRO


Em quarenta anos de Brasil, João Patrício nunca tivera possibilidades de vir a Portugal. A príncipio, por falta de dinheiro, depois, por falta de ocasião. Na verdade, os primeiros quinze anos tinham sido duros como caixeiro apagado ao fundo de um grande estabelecimento de secos e molhados.

Por morte dos donos, em desastre de viação, viu-se repentinamente guindado a gerente daquela grande nau comercial. Os filhos dos patrões, uns médicos, outros engenheiros, avessos ao comércio, cedo lhe venderam a firma, nas melhores condições, por muito acreditarem na sua competência e experiência.

Bem se saíu João Patrício do pesado encargo. Ao fim de quarenta anos, tudo era seu, desde o barril do vinagre à tabuleta do neon. Não ficou por aí. Os tempos de prosperidade pareciam querer vingá-lo dos tempos de mesquinhez. Em cada ano abria um novo estabelecimento. Acabou por ter uma cadeia de supermercados, respeitável nos bancos onde o seu dinheiro se multiplicava e que eram quase todos os do seu Estado.

Apesar de rico e feliz com sua numerosa família, nunca outra coisa sonhou João Patício que não fosse vir a Portugal, à sua aldeia nas faldas da Serra do Milhafre. Os ruídos, as luzes, os hábitos da grande cidade jamais lhe perturbaram a visão exacta da sua terra. Como que repousava o pensamento naquelas casinhas humildes de pedra nua em redor da única vaidade - a igreja branca e majestosa de Nossa Senhora das Aves. Quantas vezes adormeceu, cansado do balcão, a imaginar-se de opa vermelha rutilante, ao sol de um domingo de Páscoa, na companhia do senhor abade? Nem ele sabia...

Naquele ano, João Patrício pôde vir a Portugal. Aí por alturas de Março começou a pensar nisso sem nunca esmorecer por mais contrariadades que a vida lhe trouxesse.

Como a chegada calhasse em pleno Dezembro, concebeu um sonho maravilhoso e tratou de lhe dar realidade. Comprou lembranças que chegassem para toda a gente, um manto novo para Nossa
Senhora das Aves e mil e um enfeites para engalanar a aldeia no dia de Natal. Duas bandas de música seriam rogadas na devida altura.

Porém, uma grande tristeza o invadiu quando, ainda de longe, avistou a sua terra. Pareceu-lhe uma grande tela de pintor louco perdida na montanha. As casas iam do rôxo ao verde salsa sem passar pelo branco. A própria igreja perdera majestade apesar de continuar branca e digna no meio daqueles estilhaços de arco-íris.

Entrou na aldeia cabisbaixo. De longe em longe levantava os olhos à procura dos alpendres onde deixara velhinhas a fiar. Nem um. Tinham sido substituídos por varandas de cimento armado, compridas e ventrudas. Por toda a parte onde houvesse um palmo quadrado de superfície lisa cartazes pôdres e ameaças de morte, escritas a pincel nervoso.

Sem família a quem se dirigir, procurou o abade. Encontrou um velho desiludido numa casa desiludida. Rápidamente lhe descreveu a sua vida e lhe contou a sua intenção de oferecer à sua terra um Natal farto e alegre.

- Sabe, reitor, a gente lá morre de saudades. Só pensa mesmo na sua terra...

- Muito me custa desiludi-lo, senhor João Patrício... mas, esta gente não compreenderia a sua boa fé e as suas saudades. O senhor já não é, sequer, um brasileiro a querer botar figura na sua terra. Passaria por um ricaço a julgar toda a gente pobrezinha. Duvido mesmo que arranjasse quem lhe deitasse os foguetes...

- Não diga mais, reitor. Compreendi e muito lhe agradeço ter-me salvo da última desilusão. Hoje mesmo regresso a Lisboa.

- Isso é que não vai! Desde já o convido para passar o Natal comigo. Anda por aí uma velhota, meia tonta, mas com grande dedo para a cozinha. Quem vai dar as ordens é o senhor. Tenho um vinho de estalo e a conversa nunca falta. O senhor o que precisa é de conversa e de um vinho desta terra que cá o chamou.

- Nunca aceitei um convite com lágrimas nos olhos, reitor. Não repare nelas, mas acredite nelas, reitor.

Naquela noite de consoada os dois velhos, depois de muito conversarem, ficaram a dormir no preguiceiro.

A fogueira com os seus cinzéis de luz foi esculpindo na pedra da noite um baixo relevo para o museu da Eternidade.

- Por Camilo de Araújo Correia (Atualização daqui)
Título: Histórias do Fim do Ano
Autoria: Camilo de Araújo Correia
Ediçao: Brasília Editora - Porto
Primeira edição: Dezembro 2001
Execução gráfica: Martins & Irmão - Porto

Clique  nas imagens para ampliar. Edição de J. L. Gabão para o blogue "Escritos do Douro" em Dezembro de 2012. Também publicado neste blogue em 19 de Junho de 2008. Este artigo pertence ao blogue Escritos do DouroSó é permitida a reprodução e/ou distribuição dos artigos/imagens deste blogue com a citação da origem/autores/créditos.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

A minha RÉGUA ! - 52

OUTONO
Fotos que refletem um estado de alma sobre a nossa cidade

  

Se participa da rede social 'FaceBook', poderá apreciar a coletânea de imagens 'A Minha Régua' (até ao momento com 980 fotos) no álbum 'Peso da Régua'.

Clique  nas imagens para ampliar. Imagens de autoria do Dr. José Alfredo Almeida (JASA) e editadas para este blogue. Edição de J. L. Gabão para o blogue "Escritos do Douro" em Novembro de 2012. Este artigo pertence ao blogue Escritos do DouroSó é permitida a reprodução e/ou distribuição dos artigos/imagens deste blogue com a citação da origem/autores/créditos. 

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Os Bombeiros da Régua na Filatelia

132º ANIVERSÁRIO DA ASSOCIAÇÃO HUMANITÁRIA DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DO PESO DA RÉGUA

8 documentos, com relevância para o documento nº.  6, que é um postal criado nos anos 60 e também para os documentos nºs. 7 e 8, que representam o selo dos correios criado em 2009 para uso na correspondência enviada  pela  Associação dos Bombeiros Voluntários do Peso da Régua.

- José Alfredo Almeida*, Peso da Régua, Novembro de 2012


O Dr. José Alfredo Almeida é advogado, ex-vereador (1998-2005), dirigente dos Bombeiros Voluntários de Peso da Régua entre outras atividades, escrevendo também cronicas que registam neste blogue e na imprensa regional duriense a história da atrás citada corporação humanitária e fatos do passado e presente da bela cidade de Peso da Régua.

Clique  nas imagens para ampliar. Edição de imagens e texto de J. L. Gabão para o blogue "Escritos do Douro" em Novembro de 2012. Este artigo pertence ao blogue Escritos do Douro. Só é permitida a reprodução e/ou distribuição dos artigos/imagens deste blogue com a citação da origem/autores/créditos.