terça-feira, 25 de setembro de 2012

ENTRE MONTANHAS


Nos princípios desta última década do século, que vai correndo, era motivo geral de curiosidade nas Caldas do Moledo, já entre os banhistas adventícios, já entre os indígenas interessados a presença ali, em determinados dias, de um rapaz para muitos desconhecido, e que de ordinário se apresentava com uma regularidade severa de funcionário escrupuloso. Viam-no sempre chegar a horas certas, pelo começo da tarde, às vezes a cavalo, às vezes no comboio, inteiramente vestido de luto aliviado, muito cuidado no seu vestuário e profundamente comedido nos seus modos. Tão comedido mesmo, que ninguém lograva atinar com a causa das visitas, para muitos inteiramente misteriosas.

Era um elegante tipo de rapaz, alto e delgado, de cútis mate, olhos castanhos e um fino bigode louro-escuro sobre a boca séria, sensual e carnuda. Não tomava banhos, não visitava ninguém, não parara jamais em frente de qualquer janela: e como também não assistia a nenhum divertimento, - a nenhum baile ou soirée, a nenhuma reunião ou merenda, a nenhuma barricada ou regata – nem mesmo se podia dizer que o desejo de distracções o trouxesse à terra.

A verdade, porém é que se muitas eram as pessoas que ignoravam quem ele fosse, algumas havia, contudo, que o conheciam de pronto, com grande precisão de pormenores elucidativos. E dessas, o comendador Amaral Leitão era o mais instruído, e foi o que logrou desvendar o mistério.
O tal rapaz, que ele conhecia tão bem como os seus dedos – aqueles dedos grossos, cabeludos, com um anel de brilhantes no fura – bolos da mão direita – chamava-se Afonso Duarte da Cruz Silveira, era vacinado, tinha vinte e cinco anos de idade e 1,74 centímetros de altura, rigorosamente medidos no estalão administrativo quando fora à inspecção para soldado, de que, aliás, um número alto o livrara. Pelo que respeitava a bens de fortuna, ou meios de a adquirir, possuía uma casa de moradia nas ribas do Douro, uma légua para o este, em sítio ermo, com uma terreola anexa, onde cultivava com aproveitamento couves-galegas e abóboras-meninas, cebolinho e outras plantas hortenses e dois milheiros de cepas muito cuidadas, que davam o melhor de doze pipas de vinho, bom ano, mau ano; tinha ademais uma comissão para compra de vinhos da respeitável firma inglesa – Coley and Smith – Oporto – que negociava na especialidade; e como esperanças de futura prosperidade, possuía lá para as bandas de Murça um tio materno, septuagenário, doente e sem mais herdeiros. Sobre o luto, que ele trazia, não se sabia nada.
- Vieira da Costa*
*Nota - Escritor nascido no lugar do Salgueiral, freguesia de Godim, no Peso da Régua, em 14 de Março de 1864, onde sempre viveu e veio a falecer em 13 de Janeiro de 1935. Escreveu nos jornais regionais e nacionais e foi autor dos notáveis romances Entre Montanhas, A Família Maldonado e A Irmã Celeste, todos publicados no séc. XX.

Clique  nas imagens para ampliar. Texto e imagens cedidos pelo Dr. José Alfredo Almeida e editados para este blogue. Edição de J. L. Gabão para o blogue "Escritos do Douro" em Setembro de 2012. Este artigo pertence ao blogue Escritos do DouroSó é permitida a reprodução e/ou distribuição dos artigos/imagens deste blogue com a citação da origem/autores/créditos. 

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A minha RÉGUA ! - 43

Fotos que refletem um estado de alma sobre a nossa cidade


Se participa da rede social 'FaceBook', poderá apreciar a coletânea de imagens 'A Minha Régua' (até ao momento com 778 fotos) no álbum 'Peso da Régua'.

Clique  nas imagens para ampliar. Imagens cedidas por José Alfredo Almeida e editadas para este blogue. Edição de J. L. Gabão para o blogue "Escritos do Douro" em Setembro de 2012. Este artigo pertence ao blogue Escritos do DouroSó é permitida a reprodução e/ou distribuição dos artigos/imagens deste blogue com a citação da origem/autores/créditos. 

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Vindimas da Minha Saudade

Chegam-me de muito rapazinho as primeiras recordações do tempo das vindimas.

Ainda vinham longe, aparecia por casa do meu avô de Canelas um homem rogado para remendar  toda a cestaria rebentada da última vindima. Trabalhava debaixo de um alpendre, montado num banco comprido que tinha um artefacto de ferro como que o cesteiro, com os pés, largava e prendia a tira de madeira de castanho que ia desvastando com uma faca arqueada de dois cabos. Preparadas as ripas, o cesteiro cerzia cestas e cestos vindimos com uma arte que me encantava.

Também me prendiam ao alpendre as histórias rústicas daquele homem da serra que descia ao Douro como um prenúncio de vindimas.

Mais perto da azáfama das vindimas, lavavam-se os lagares, preparavam-se as pipas e os tonéis. Também se varria com grandes vassouras de giesta todo aquele chão à espera de uvas.

Na véspera  de começar o corte aparecia o Tio João Lucas a combinar com o meu avô as mudanças da dorna. Naquele tempo, as dornas serviam para trazer ao lagar as uvas das vinhas mais distantes. A multidão de figuras que conheci por toda a parte, a vida inteira, não apagou o mínimo traço da do Tio João Lucas, muito feliz com seus lindos bois e a dorna babada de mosto.

O Viando era uma propriedade tão distante que a família se instalava lá, do princípio do corte  ao fim da encuba. A casa de xisto, enegrecido pelo tempo, era de uma rusticidade tal que ainda hoje a sua recordação me alivia do tédio que nos dá tanta comodidade e modernismo. Era rústica a casa, rústicos os móveis, simples a comida e primitivo o silêncio imaculado das noites.

Em todas as serras durienses, havia nas vindimas um frémito de festa, mal disfarçado por tantos cuidados e suores.

Na grande cozinha dos lavradores as mulheres passavam o dia afogueadas em redor da lareira, onde os potes de muitas tigelas seguravam em três pés uma espécie de negra e  rotunda importância.Com os pais ocupados na vindima,  as crianças brincavam nos quinteiros com redobrada algazarra.

Os lavradores andavam pelas vinhas a trocar impressões com os caseiros. Falavam do desavinho que houve, da chuva que veio em má altura, dos ataques de míldio e do oídio, daquele sol que andava a chupar as uvas até à grainha…

Para o lavrador duriense, do rasgar da terra para o plantio, à chegada das uvas ao lagar, o granjeio é um rosário de tragédias.  Mesmo nos melhores anos, com o vasilhame cheio até ao batoque, há sempre quem diga desconfiado:

- Isto ainda minga muito…

Entre piadas maliciosas e cantigas repetidas em cada vindima,  as mulheres iam cortando as uvas e berrando pelo rapaz dos cestas, de cada vez que alguma se enchia. E os rapazes, mais ladinos ou mais ronceiros, as iam despejando, sempre que possível, ao longo de um muro, à feição das costas que os haviam de levar ao lagar. E aquela fila de homens possantes, de orgulho nos olhos, subia e descia todas as encostas, ao ritmo de um assobio ou das interjeições dos mais afoitos. De sol a sol, entre a vinha e o lagar, vezes sem conta... 

Quando a sede apertava, ouvia-se um coro  de ressonância primitiva que parecia ecoar pelo Douro inteiro:

- Beba-se… beba-se… beba-se… beeebaaa-se!!!

E o púcaro de alumínio passava de mão em mão, de sede em sede.

Nas noites de pousa, as mulheres cantavam e dançavam no terreiro   ao som do harmónio e dos ferrinhos que vinha do lagar. Aí, depois do corte, ao ritmo de esquerdo… direito… esquerdo… direito… os homens desabraçavam-se e acabavam a pousa com troças e jogos de sabor antigo.

Se as noites iam frias, o feitor alargava-se, às vezes, na distribuição da bagaceira. E os homens de vinho mau à saída do lagar, a remoer um remoque mais azedo, cruzavam olhares torvos que, às vezes, prolongavam até à ponta das navalhas.

As uvas que dantes eram vindimadas por mãos que as levavam aos lábios num sorriso de apetite, acolhidas por uma cestaria que vinha do tempo de Noé e morriam no sacrifício dos lagares, andam hoje de plástico em plástico, de contentor em contentor, até desaparecerem nas fauces de uma adega, sem tempo para se despedir de alguém que as amou e do Outono que as amadureceu… 

- Camilo de Araújo Correia 
-  In revista “Villa Regula“, nº3, Setembro de 1999

Camilo de Araújo Correia no ForEver PEMBA
Camilo de Araújo Correia no Escritos do Douro
Clique nas imagens para ampliar. Texto sugestão do Dr. José Alfredo Almeida (JASA). Edição de J. L. Gabão para o blogue "Escritos do Douro" em Setembro de 2012. Também publicado no semanário regional "O ARRAIS" edição de 26 de Setembro de 2012. Permitida a reprodução e/ou distribuição dos artigos/imagens deste blogue sómente com a citação da origem/autores/créditos.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Exposição "Obra Gráfica" - Armanda Passos no Museu do Douro [22 SET - 16H00]

Armanda Passos nasceu em 1944, no Peso da Régua. Licenciou-se em Artes Plásticas na Escola Superior de Belas Artes do Porto. Expõe desde 1976.
Foi professora de Tecnologia da Serigrafia no Centro de Reabilitação Vocacional da Granja, monitora de Tecnologia da Gravura na ESBAP (1977-1979) e membro do grupo "Série" Artistas Impressores.
Ao longo da sua carreira, Armanda Passos tem alcançado importantes distinções, tais como o 2º Prémio do Ministério da Cultura na Exposição "Homenagem dos artistas portugueses a Almada Negreiros", Lisboa, 1984, a Menção Honrosa no "VIII Salão de Outono - Paisagem portuguesa", Galeria do Casino de Estoril, 1987, a Menção Honrosa no "III Prémio Dibujo Artístico J. Pérez Villaamil", Museu Municipal Bello Piñeiro, Ferrol, Corunha, 1990 e o Prix Octogne, Charleville (Mezières, França), 1997.
Armanda Passos representou Portugal em vários certames internacionais, por exemplo em Heidelberg, na V Biennal of European Graphic Art (1988); na Polónia, na Exposition Internationale de la Gravure – "Intergrafia 91", no Pawilon Wystawowy Bwa, Katowice; e, em 1992, no Centre de la Gravure et de l’Image Imprimée, La Louvière, na Bélgica.
Tem participado em inúmeras exposições nacionais e internacionais e vários dos seus trabalhos integram coleções de prestigiadas instituições públicas como a Fundação Calouste Gulbenkian, a Fundação Oriente, a Fundação de Serralves, o Ministério da Cultura, o Museu da FBAUP ou a Reitoria da U.Porto e relevantes coleções privadas.
Intensa e complexa, a sua obra tem suscitado reflexões e textos produzidos não apenas por críticos da especialidade, mas também por escritores de várias sensibilidades, artistas e até historiadores. Entre os muitos intelectuais que se debruçaram sobre o seu trabalho podem citar-se Fernando Pernes, Mário Cláudio, José Saramago, Vasco Graça Moura, Urbano Tavares Rodrigues, Eduardo Prado Coelho, António Alçada Baptista, David Mourão-Ferreira, Armando Silva Carvalho, José-Augusto Seabra, Lídia Jorge, Luis de Moura Sobral, Raquel Henriques da Silva e José Augusto-França.
Uma das facetas mais apreciadas da sua obra é a que consiste na dedicação votada à ilustração de livros, entre os quais "Histórias dos Pés à Cabeça", de Vergílio Alberto Vieira (1989), "Meio Conto", de Jorge Listopad (1993), "A Zaragata", de Émile Zola (1994) e "A Corte na Aldeia", de Arsénio Mota (1996).
A artista vive e trabalha no Porto, na casa-atelier projetada pelo arquiteto Álvaro Siza Vieira(Universidade Digital / Gestão de Informação, 2012)

Helena Freitas
Gabinete de Apoio à Direção
FUNDAÇÃO MUSEU DO DOURO
Museu do Douro - Prémio Museu Europeu do Ano 2011 | Menção Especial do EMYA
Rua Marquês de Pombal | 5050-282 Peso da Régua | Portugal | www.museudodouro.pt |pt-br.facebook.com/museudodouro

Clique nas imagens para ampliar. Edição de J. L. Gabão para o blogue "Escritos do Douro" em Setembro de 2012. Permitida a reprodução e/ou distribuição dos artigos/imagens deste blogue sómente com a citação da origem/autores/créditos.

BOMBEIRO AO MEU JEITO

De certo modo sempre tive os nossos Bombeiros dentro do meu ser.

Em criança era o saudoso Abílio T. Dias, carinhosamente “Bibi” lá em casa, que mal a sirene soava o seu “chamamento”, logo largava o que quer que fosse que o ocupasse, na pressa de chegar, dizendo para o meu pai:-padrinho está a tocar a sirene…

Quando mais tarde chegava, quantas vezes só no dia seguinte, o ritual de sempre. Ardeu muito, onde foi e muitas mais perguntas que trouxessem algum alívio pela aflição que sempre sentia, como se fossem os meus que estivessem em causa. Se porventura era algum acidente de estrada, relatava-nos os danos das viaturas e a situação clínica dos ocupantes.

O “Bibi”, no seu jeito humilde, mas de muita satisfação e maior orgulho pela farda que garbosamente envergava, era a minha referência em cada desfile, que eu não perdia nunca, pendurado na varanda lá de casa, na Rua dos Camilos.

Na adolescência subi muitas vezes as escadas até lá acima, para ir ao Sr. Marinheira levantar e entregar os primeiros livros, não os escolares, que esses transitavam do meu irmão mais velho. O pingue – pingue também me levou muitas vezes ao Quartel.

Com o primeiro ordenado veio a minha inscrição de associado.

Um dia, já na ternura dos 40, o Sr. Eduardo M. Sebastião convidou-me para fazer parte da lista para a direcção. Ainda não tinha acabado de expor o projecto que tinha em mente e já o meu, claro que sim, o interrompia.

Um convite tão honroso só podia ter aquela resposta.

Ao fim de 6 anos, o amigo Eduardo já com 20 anos de director deu por finda a missão.

O Dr. Alfredo Almeida deu-lhe continuidade e ao convite formulado para que eu continuasse, anui com a mesma alegria e satisfação.

Nesses 12 anos, o apelo das marchas e aprumo da Fanfarra, que me acompanhava desde a 1ª apresentação em 15 de Agosto de 1976, aquando das Festas em Honra de Nª Sª do Socorro, avivou-se.

Como o jeito para os instrumentos musicais era pouco, o meu escape foi assumir a direcção da mesma.

Em muitas cidades, vilas, aldeias do nosso cantinho à beira-mar plantado elevei bem alto o Estandarte e marchei consciente que ia ali o meu Torrão Natal. Quanto orgulho e porque não, vaidade até, ao ouvir à nossa passagem os aplausos e a exclamação, são do Peso da Régua, a que se juntava no final o reconhecimento das Comissões de Festas.

Tínhamos que declinar muitos convites, pois a agenda ficava preenchida de um ano para o outro.

Com os nossos Bombeiros tornei-me ainda mais reguense, ao calcorrear e conhecer todos os cantinhos das nossas freguesias, em angariação de fundos, quando o cofre normalmente vazio, requeria algum fundo de maneio extra para socorrer a tantas necessidades.

Um dia a minha avó nos seus 86 anos, só pedia que a levassem no carro dos Bombeiros.

Não queria ir “fechada” num carro fúnebre. O saudoso Comandante Gouveia e a Direcção fizeram-lhe a vontade. O Buick levou a minha querida avó até à última morada. Vou ficar em dívida o resto da minha vida.

As medalhas de bronze e prata com que me galardoaram aquando dos 5 e 10 anos de bons serviços directivos estão orgulhosamente encaixilhados e expostas na sala de visitas ao lado do meu mais querido legado, os meus filhos.

Aos nossos Bombeiros o meu sincero reconhecimento por me terem permitido pertencer a tão honrosa, altruísta e solidária Instituição.

P S - O bom amigo Dr. Alfredo Almeida, há bem pouco tempo, foi o meu cicerone na cortesia de apreciar as recentes obras de requalificação do Quartel Delfim Ferreira. Uma obra digna de realce e de visita obrigatória.
- Miguel Ribeiro Gonçalves
Ao Dr. Alfredo Almeida                                               
Digmo Presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Peso da Régua.

Caro amigo,

Fico-lhe grato pelo apreço que deu ao meu artigo, o que para mim foi uma surpresa.

Eu apenas disse o que penso, pois não aceito que certos críticos, que se calhar nunca sentiram a dor duma queimadura e não sabem distinguir o imaginário duma realidade, venham à praça lançar bocas que apenas servem para desmoralizar aqueles que, estóica e voluntariamente, expõem as suas vidas ao serviço da vida dos outros; mesmo que involuntariamente, cometam erros, que as circunstancias tantas vezes tornam inevitáveis; apagar um incêndio como aqueles a que assistimos pela TV, não é o mesmo que apagar a chama duma vela em dia de aniversário e cuspir nos dedos para apagar o pavio: do lado de cá tudo parece fácil, mas do lado de lá, no terreno, o cenário é real e não imaginário!

O Dr. pede-me que escreva sobre os bombeiros da Régua; porém,  eu não tenho matéria suficiente para o fazer, porque, embora o meu apreço pela instituição, não acompanhei de perto a sua história. Posso, no entanto, informá-lo da razão do meu orgulho por ela, que não é exclusividade minha, mas sim, como sabe, o orgulho de quase toda, senão mesmo toda a população do concelho, desde há muitos anos.

Como sabe, eu era ferroviário. Durante a década de 50 do século passado, era eu então factor de 2ª classe, estava na bifurcação do Corgo, a regular a circulação dos comboios procedentes da linha do Alto Douro e da linha do Corgo com destino à Régua e vice-versa, e a entrada e saída do material circulante de e para as oficinas ali existentes.

Um dia, numa conversa a propósito do incêndio da Casa Viúva Lopes, (ao qual não assisti) com o Manuel Fernandes, um operário (já falecido) que era bombeiro e trabalhava naquelas oficinas, fiquei a saber o prestígio que os bombeiros da Régua ao longo da sua historia  haviam granjeado a nível nacional; prestígio confirmado mais tarde pelo Manuel Montezinho, um dos mais acérrimos defensores da construção do conhecido por “bairro dos bombeiros”, quando era membro da direcção, então presidida pelo senhor Dr. Aires Querubim.

Fiquei entusiasmado, propus-me ser sócio da associação e, salvo o erro, terá sido o Manuel Fernandes a tratar da minha inscrição que, se a memória me não falha, com o número 1025. Não fiz nada de especial; afinal, no seu lema de vida por vida, nunca se sabe se um dia, um bombeiro perde a sua vida, para salvar a minha. E quem diz a minha, diz a de muitos outros.
Ninguém é obrigado a ser sócio da associação. Porém, para com uma instituição de voluntários, cabe-nos o dever moral de, voluntariamente também, contribuirmos para a sua grandeza que analogicamente, contribui para o orgulho da nossa terra, competindo à sua direcção e aos próprios bombeiros, com a sua dedicação, a nobre tarefa de alimentá-lo.

Da Régua, uma a uma, todas as instituições nos têm levada. Porém um dos mais ricos patrimónios desta cidade, é a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Peso Régua, e essa, ninguém nos pode levar.

Com os melhores cumprimentos, 
- José de Oliveira Guerra, Peso da Régua 05-9-2012
  • Bombeiros da Régua no Google (imagens)
Clique nas imagens para ampliar. Imagens e texto cedidos pelo Dr. José Alfredo Almeida. Também publicado no semanário regional "O ARRAIS" edição de 13 de Setembro de 2012. Edição de J. L. Gabão para o blogue "Escritos do Douro" em Setembro de 2012. Permitida a reprodução e/ou distribuição dos artigos/imagens deste blogue sómente com a citação da origem/autores/créditos.