quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Peso da Régua - “Entre Margens” é cultura no Douro

Ponte Pedonal - 21 de Setembro  a 21 de Outubro 2012
«O Doiro sublimado. O prodígio de uma paisagem que deixa de o ser à força de se desmedir. Não é um panorama que os olhos contemplam: é um excesso de natureza. Socalcos que são passados de homens titânicos a subir as encostas, volumes, cores e modulações que nenhum escultor pintou ou músico podem traduzir, horizontes dilatados para além dos limiares plausíveis de visão. Um universo virginal, como se tivesse acabado de nascer, e já eterno pela harmonia, pela serenidade, pelo silêncio que nem o rio se atreve a quebrar, ora a sumir-se furtivo por detrás dos montes, ora pasmado lá no fundo a reflectir o seu próprio assombro. Um poema geológico. A beleza absoluta».Miguel Torga in" Diário XII" | S. Leonardo de Galafura, 8 de Abril de 1977.
Entre Margens é um projecto de intervenção artística nos centros históricos de cidades da Região do Douro. Durante 3 Verões sucessivos (2011/13), estão programadas dezenas de exposições de fotografia no espaço público complementados por espectáculos de artes performativas(cine-concertos, música, teatro, dança e multidisciplinares) e debates/colóquios.
Tem como objectivo principal a promoção de novas leituras sobre a criação artística contemporânea e a dinamização e utilização do espaço público a partir dos conceitos inscritos na Agenda XXI: desenvolvimento local sustentável, cooperação cultural e preservação ambiental.
Entre Margens desafia fotógrafos e artistas à produção de novas leituras sobre a região.
Através dos seus olhares, simultaneamente autorais e contemporâneos, é proposta a descoberta de um universo marcado pelo rio, pelo vinho, pela paisagem e, essencialmente, pelas suas gentes.
Entre Margens tem como promotor a Fundação Museu do Douro, autoria e produção da Procur.arte Associação Cultural, tem como parceiros oito municípios da região duriense (Amarante, Lamego, Mirandela, Peso da Régua, Porto, Santa Marta de Penaguião, Vila Nova de Gaia e Vila Real), e é um projecto apoiado no âmbito do QREN ON.2 - Grandes Eventos Culturais.
Entre Margens foi apresentado na Fête de L’Europe em Bordeaux em Maio de 2012.

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Helena Freitas
Gabinete de Apoio à Direção
FUNDAÇÃO MUSEU DO DOURO
Museu do Douro - Prémio Museu Europeu do Ano 2011 | Menção Especial do EMYA
Rua Marquês de Pombal | 5050-282 Peso da Régua | Portugal | www.museudodouro.pt |pt-br.facebook.com/museudodouro 

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

“8 Mãos, monumentos com música dentro”: Um novo Festival de Música em TRÁS-OS-MONTES e ALTO DOURO

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Numa parceria entre a Direção Regional da Cultura do Norte, do Museu do Douro, da Douro Alliance e das várias autarquias, vem aí o festival de música “8 Mãos, monumentos com música dentro” que se irá realizar de 22 de Setembro a 28 de Outubro nas regiões de Trás-os-montes e Alto Douro.

Um evento que se distingue por levar a música a monumentos em várias cidades. Os diferentes concertos serão serão executados por quartetos, que vão desde harpas, clarinetes, e cordas, e que poderão ser desfrutados em lugares tão emblemáticos como o Mosteiro de Salzedas, a Igreja Matriz de Vimioso, o Santuário de Panóias ou o Domus Municipalis, em Bragança.

As formações musicais são oriundas de diversas nacionalidades, nomeadamente, Portugal, Espanha, E.U.A., e República Checa, e irão actuar um pouco por toda a região do Norte, desde Vila Real, a Bragança, a Vimioso, a Freixo de Espada-à-Cinta, a Lamego, a Tarouca, a Tabuaço, a Peso da Régua, a Carrazeda de Ansiães, a Mesão Frio e a Penedono.
- Fontes:
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Av. General Alves Roçadas
Nº 23 - 2º Esquerdo
5000 - 687 Vila Real
Tel: +351 259 375 529
Skype id.: demiparasi
www.demiparasi.com

Lançamento do Catálogo «Dona Antónia, uma vida singular»

Convite | Lançamento do Catálogo «Dona Antónia, uma vida singular»
| Museu do Douro [21 SET - 17H]
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A Presidente da Fundação Museu do Douro, Elisa Pérez Babo, tem a honra de convidar V. Ex.ª para o lançamento do catálogo da exposição D. Antónia, uma vida Singular, a ter lugar no Museu do Douro, no próximo dia 21 de Setembro, pelas 17h00.
A obra será apresentada por Francisco Olazabal.

Helena Freitas
Gabinete de Apoio à Direção

FUNDAÇÃO MUSEU DO DOURO
Museu do Douro - Prémio Museu Europeu do Ano 2011 | Menção Especial do EMYA
Rua Marquês de Pombal | 5050-282 Peso da Régua | Portugal | www.museudodouro.pt |pt-br.facebook.com/museudodouro

BOMBEIROS DA RÉGUA UMA REFERÊNCIA NA PROTECÇÃO CIVIL DO DISTRITO DE VILA REAL

Quando me solicitaram que no âmbito das minhas funções de Comandante Operacional Distrital (CODIS) do distrito de Vila Real da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), e portanto com responsabilidade operacional sobre os Corpos de Bombeiros (CB’s) do distrito, relatasse a vivência deste Comando Distrital com o trabalho dos bombeiros do Peso da Régua, senti desde logo que a tarefa não se iria afigurar fácil, porquanto falamos do CB mais antigo deste distrito (fundado em 28.11.1880) e um dos mais antigos do país, que por todo o seu passado de serviço público às populações do concelho do Peso da Régua, do distrito de Vila Real e do país, é uma referência para todos quantos servem na causa da protecção e socorro.

Vivi e vivo, desde que me conheço, ligado aos bombeiros. Sem nunca ter sido bombeiro, passei toda a minha infância e juventude nos bombeiros da Cruz Verde de Vila Real. Neste convívio, tive oportunidade de ir conhecendo os bombeiros do distrito e desde sempre ouvi os maiores elogios aos bombeiros do Peso da Régua.

Concluídos os meus estudos académicos na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), e tendo estagiado na área dos fogos florestais, iniciei o meu percurso profissional na Circunscrição Florestal de Trás-os-Montes na área da protecção florestal e dos fogos florestais, e pude, como coordenador do Sector de Fogos Florestais, trabalhar em variados momentos com os bombeiros do distrito e também, naturalmente, com os bombeiros do Peso da Régua, constatando sempre, estar perante um conjunto de homens e mulheres que honravam a sua farda, a sua associação e a causa dos bombeiros de Portugal.
Chegado ao Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Vila Real, por inerência das funções que desempenho, tive de conhecer aprofundadamente as Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários (AHBV’s) do distrito e particularmente os seus CB’s.

Tenho tido a oportunidade de confirmar as informações anteriormente obtidas. A AHBV do Peso da Régua e o seu CB são de facto uma referência distrital na área da protecção e socorro. Pela sua organização, dedicação, empenho e espírito de missão, pela sua capacidade operacional, estão entre os CB’s, em que principalmente assenta a estrutura de protecção civil do distrito.

A sua área de actuação, em que predomina a influência do rio Douro, torna particularmente relevante as intervenções de protecção e socorro em meio aquático. Num momento em que o trafego marítimo de embarcações turísticas no rio Douro tem tido acrescentos significativos e que mais investimentos em embarcações de passageiros se anunciam e concretizam, é relevante para a imagem da região do Douro, que se quer afirmar no contexto turístico nacional e internacional, a oferta de condições de segurança a todos os que a visitam.
Estão entre essas condições de segurança, naturalmente, a existência de um CB numa das localidades de referência turística do rio Douro como é a cidade do Peso da Régua, dotada de equipamentos de socorro actualizados e sobretudo, de homens e mulheres bem preparados, treinados e formados para prestar o socorro às populações que servem.

Tem sido a formação e o treino operacional uma das áreas de forte atenção deste Comando Distrital, em particular a formação dos bombeiros do distrito, porque só salva que sabe. Tem sido também esse o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos pelo CB do Peso da Régua, que desde cedo entendeu ser a área da formação e treino operacional essencial na actividade do CB, nomeadamente o socorro em meio aquático, diferenciador deste CB relativamente aos demais, e uma especialidade técnica que importa desenvolver e aperfeiçoar, face às situações de socorro com que hoje, cada vez mais, se confrontam os bombeiros do Peso da Régua. São disso exemplo as operações de protecção civil desenvolvidas pelo CB do Peso da Régua quando das cheias que sazonalmente ocorrem na cidade do Peso da Régua, nos resgates aquáticos a vitimas de afogamento e no socorro a embarcações acidentadas no curso do rio Douro.

Mas não se circunscreve a actividade operacional do CB ao meio aquático. Toda a actividade de protecção e socorro desenvolvida é efectuada com elevado sentido de responsabilidade e profissionalismo, quer seja na emergência pré-hospitalar, no combate a incêndios urbanos e florestais ou no apoio às actividades socioculturais do concelho.

Merece contudo destaque, no âmbito da actividade de protecção civil do distrito de Vila Real, o empenho anual no combate aos incêndios florestais que assolam a região e o país.

Entre os diversos riscos que afectam o distrito, o risco de incêndio florestal é aquele que mais fortemente condiciona a segurança e a economia do distrito. Não estando este risco entre os principais riscos que afectam o concelho do Peso da Régua, não significa contudo menor empenho do seu CB no combate a este fenómeno. Ele constitui-se como a reserva estratégia de apoio e reforço às ocorrências que se registam por todo o território distrital e mesmo nacional.

Anualmente, vários são os momentos em que os bombeiros da Régua são mobilizados para constituírem grupos de combate com outros CB do distrito para, deslocando-se por todo o território distrital e nacional, ajudarem, com a sua dedicação, esforço e empenho, a salvaguardar as vidas e o património das nossas populações.
Tendo sido este espirito de voluntariado, de prontidão operacional e de permanente disponibilidade, aliado à competência técnica adquirida com a formação e o treino, que fazem desde CB uma referência para os demais e que todos apreciam acolher quando em apoio às operações de protecção civil.

São estas características que têm enobrecido a instituição e que fazem dela uma referência, particularmente no concelho do Peso da Régua, tão intrincada que é a relação da comunidade Reguense com os seus bombeiros, ao ponto de ser esta associação uma referência no grau de benemerência que os seus cidadãos a ela dedicam, conferindo-lhe a tranquilidade económico-financeira para continuar a prestar o socorro às suas populações.

Assim, tem também procurado este Comando Distrital e os serviços públicos de tutela dos bombeiros, corresponder com os necessários apoios à actividade dos CB’s, e em particular à AHBV do Peso da Régua, sendo exemplo o apoio através do QREN nas obras de beneficiação do seu quartel de bombeiros, o apoio na aquisição de equipamentos operacionais e de segurança para bombeiros e a atempada transferência de financiamentos contratualizados.

Estamos pois perante uma instituição que importa acarinhar, enaltecer e apoiar, que assenta o seu percurso histórico em nobres valores humanos que a conduziram ao presente e que, continuando a cultivá-los, a conduzirá a um promissor futuro.
- Carlos Silva, CODIS de Vila Real






Clique nas imagens para ampliar. Imagens e texto cedidos pelo Dr. José Alfredo Almeida. Também publicado no semanário regional "O ARRAIS" edição de 13 de Setembro de 2012. Edição de J. L. Gabão para o blogue "Escritos do Douro" em Setembro de 2012. Permitida a reprodução e/ou distribuição dos artigos/imagens deste blogue sómente com a citação da origem/autores/créditos.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Retalhos da net: A INACABADA LINHA FÉRREA DE LAMEGO À RÉGUA

TranscriçãoOs efeitos da Segunda Guerra Mundial foram marcados em Portugal com uma certa instabilidade política e social, havendo constantes mudanças governamentais até 1926, sentindo-se os reflexos  nos Ministérios da Agricultura, Comércio e Indústria.
O caminho de ferro construido até então, destinado também a quebrar o isolamento a populações de localidades ermas, foi um dos veículos pelos quais muitos jovens imigraram com destino ao Litoral e grandes urbes, onde depositavam  a esperança dum emprego condigno e melhor qualidade de vida.
O êxodo dos jovens e da mão de obra do interior atingiu proporções preocupantes.
A crise, atingindo a manutenção das vias férreas, proporcionou em simultâneo a circulação automóvel, já que, também a rede de estradas nacionais proporcionava fluxos rodoviários às principais cidades do País.
A verdade é que na consequência do mal estar politico e económico vivido em Portugal até 1926, os caminhos de ferro não foram actualizados, não houve a manutenção devida, o material circulante estava ultrapassado, e era evidente uma instabilidade na instituição CP.
A comercialização e acessibilidade aos veículos automóveis, criou nas directrizes políticas, investimentos na rede viária, ficando para segundo plano a implementação e execução de nocas linhas de ferro.
Uma atitude inversa nos planos dos governos em relação às acessibilidades, ao interior, neste caso, à região do Douro, originando então neste território uma progressiva letargia em rentabilizar e manter todas as estruturas férreas construidas até então e paragem dos projectos e trabalhos duma nova linha no Douro Sul.
Seria a linha férrea Régua-Vila Franca das Naves, projecto cuja rentabilidade económica acabou por se questionar quando, se iniciaram os trabalhos entre Régua e Lamego e pouco depois pararam por motivos institucionais, económicos e políticos.
As características técnicas subjacentes ao traçado da linha, designadamente no que se refere ao declive máximo que as máquinas de então conseguiam vencer, exigiam que esta linha férrea possuísse um percurso muito ondulante.
A linha nascia na Régua, atravessava o rio Douro através de uma nova ponte de pedra construida então, mais à frente continuava numa outra ponte sobre o rio Varosa e, seguindo um traçado que se aproximava de Cambres chegava a Lamego até ao local onde hoje se situa o Palácio de Justiça e a central de Camionagem.
Os carris, foram entretanto transportados para o cais da Régua, e nesta precisa fase final dos trabalhos, por directrizes superiores, a obra em causa foi
considerada economicamente inviável, e então abandonada.
É claro que um dos grandes responsável por esta decisão foi a concorrência movida então pela camionagem para o mesmo trajecto.
Poucos anos depois quando os executivos competentes se afrontaram com a ruina em que
se encontrava a velha ponte em ferro da Régua, transformaram a abandonada ponte ferroviária para o tráfego rodoviário, alargando o seu tabuleiro.
Alguns troços foram adaptados ao tráfego rodoviário, mas a maioria do circuito permacece em bom estado.
Foram as políticas a priveligiar o litoral, a falta de estratégias turísticas tão importantes e de louvar neste território de Portugal, e com a mais valia nos tempos de hoje em rentabilizar turisticamente as linhas férreas aferentes ao Douro, que provocaram o desacelaramento e desenvolvimento deste interior, tornando-o pobre e descapitalizado.
Surge recentemente o turismo do Douro com a navegabilidade turística deste rio.
É importante que as zonas adstritas do Douro Norte e Douro Sul sejam divulgadas e façam parte dos roteiros turísticos de milhares de pessoas que anualmente visitam esta zona do País
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Clique nas imagens para ampliar. Edição de J. L. Gabão para o blogue "Escritos do Douro" em Setembro de 2012. Transcrição de texto e imagens 'daqui'. Permitidos copiar, reproduzir e/ou distribuir os artigos/imagens deste blogue somente com a citação da origem/autores/créditos.