terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Poema de Despedida

Vai pois em paz, alma querida. A saudade tornar-se-á um bálsamo em nossos corações, e a luz que deixaste sempre nos trará, além de grandes emoções, um grande alento à alma ferida.
Eu hoje tive um pesadelo
E levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo
E procurei no escuro
Alguém com o seu carinho
E lembrei de um tempo

Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era ainda criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou consolo

Hoje eu acordei com medo
Mas não chorei, nem reclamei abrigo
Do escuro, eu via o infinito
Sem presente, passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim
E que não tem fim

De repente, a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu há minutos atrás


Poema - Cazuza
- Em homenagem (e com dolorosa saudade) a minha querida e eternamente lembrada Mãe Nair Vieira Soutelinho Ferraz Gabão, nascida em Pereiro de Agrações - Vidago/Chaves em 07/NOV/1925 e que nos deixou neste dia de  06/DEZ/2011, em Aveiro-Portugal.
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FaceBOOk -> Via Nafa Domingues - Informo que o funeral da Mãe do JÚLIO e JAIME GABÃO, se realiza amanhã 5ª-Feira (08/12/2011) em Peso da Régua. O corpo de D. Nair Gabão, sairá do Asilo (Casa da Criança) pelas 15h, para a IGREJA do PESO, onde se realizará a Missa e posteriormente o enterro, no Cemitério do Peso da Régua.

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