segunda-feira, 20 de maio de 2013

Recortes da net - Família Symington, dedicação ao Douro e às vinhas há mais de 350 anos


Em 1882, um jovem de dezanove anos, de seu nome Andrew James Symington, desembarcou no Porto procedente de Glasgow. Pouco tempo depois, este jovem escocês casou-se com Beatrice de Leitão de Carvalhosa Atkinson, cujos antepassados se dedicavam, desde o século XVII, à produção de Vinho do Porto.

Desde então, as várias gerações da família Symington, resistindo às convulsões sociais e económicas através dos séculos, mantiveram-se fiéis e empenhados ao Douro e ao Vinho do Porto. A dedicação da família ao Douro e às suas vinhas remonta a mais de 350 anos, revelando as raízes profundas ao solo deste
magnífico vale.
- In Vinum.


Clique  nas imagens para ampliar. Imagens recolhidas da net e editadas para este blogue. Sugestão de texto de JASA. Edição de J. L. Gabão para o blogue "Escritos do Douro" em Maio de 2013. Este artigo pertence ao blogue Escritos do DouroSó é permitida a reprodução e/ou distribuição dos artigos/imagens deste blogue com a citação da origem/autores/créditos.

sábado, 18 de maio de 2013

O MOLEDO hoje ...


Se participa da rede social 'FaceBook', poderá apreciar a coletânea de imagens 'A Minha Réguanos álbuns 'Peso da Régua' e 'Peso da Régua 2', com mais de 1.300 fotos.

Clique  nas imagens para ampliar. Imagens de autoria do Dr. José Alfredo Almeida (JASA) e editadas para este blogue. Edição de J. L. Gabão para o blogue "Escritos do Douro" em Maio de 2013. Este artigo pertence ao blogue Escritos do DouroSó é permitida a reprodução e/ou distribuição dos artigos/imagens deste blogue com a citação da origem/autores/créditos.

Retratos

Ninguém me dá relação de um retrato de D. Maria ll, que existiu ou deve ter existido na Câmara Municipal do Peso da Régua. Eu vi-o, lembro-me de o ver, creio que na Câmara, sendo eu pequenino. Recordo-me do saliente busto da rainha, tão saliente, pintado numa tela, que justificaria o cognome de Boa Mãe – aplicado à filha de D. Pedro IV.

Não sei se foi ou não excelente pintura. Não sei a que pintor se atribuiu. Sei que um bacharel idoso, vindo de Lisboa, quis provar, não sei com que razões, que se deveria atribuir a um pincel obscuro. Dava como autor da obra, um parente de apelido Inácio, conhecido por Inácio da Ribeira.

Ponha-se de parte o capricho reivindicativo do bacharel ansião para perguntar: onde pára o retrato de D. Maria II? Se alguém mo souber dizer, tenha a bondade de mo comunicar num postalzinho, embora o postalzinho, nestes belos tempos, lhe possa custar coiro e cabelo.

Passemos a D. Maria II ao seu segundo filho, que veio a ser, por morte do irmão Pedro, rei de Portugal.

Passemos a D. Luís, homem delicado, que patrocinou a fundação do nosso hospital em 1873. Foi seu patrono, é modo de dizer, até há poucos dias. Hoje, o nosso hospital não tem padrinho. Não tem nome. Confunde-se com qualquer outro. Por amor à centralização ou a descentralização? Responda quem souber.

De D. Luís I conheço dois retratos muito bons. Vi-os muitas vezes no chamado Hospital Velho, na casa onde funciona, hoje em dia, o Centro de Saúde. Retratos muito bons…

O de corpo inteiro é um retrato de rei, com botas de montar e outros atributos de soberania.

Pintou-o, para a nossa Régua, o pintor João Correia, que deixou nome no Porto. É esplêndido!

Mas, para meu gosto, melhor retrato é o de meio corpo é mais humano, menos destinado a fascinar. Saiu das mãos de Resende, mestre portuense amigo de Camilo.

Não sei onde se ostentam agora os dois retratos de D. Luís I. Oxalá estejam a bom recado, que mãos inteligentes e precavidas os protejam. Não é muito rica, não é nada rica em obras de arte a nossa Régua. Deve acarinhar as poucas que possui.

Do sempre saudoso reguense José Afonso de Oliveira Soares, homem tão hábil a escrever com a desenhar e pintar, talento disperso em múltiplos talentos, ficaram por aí alguns quadros, no género retrato, dignos de conservação. O retrato do Heitorzinho e do Chico Doido e mais alguns ficaram para sempre na retina de quem pôde ver e admirar. Quem os possuir não deve atirar com eles para um canto.

Se um dia a Régua se dispuser a instalar na Casa Vaz, abandonada pelo instituto do Vinho do Porto, o museu municipal, que muito lhe vai tardando, precisará de quadros que o embelezem e enriqueçam. Nele ficariam a matar os retratos que mencionei e outros, que tenho visto em casas particulares. Se o Museu for bem organizado e bem defendido, não lhe faltarão beneméritos. Muita gente haverá que deseje distinguir-se, oferecendo ao Museu retratos que se podem perder em sucessivas partilhas. Estou a ver e cobiçar, para o Museu, retratos de senhora e homem pintados por grandes mestres.

- João de Araújo Correia. Publicado no jornal O Arrais, de 4 de Maio de 1979, sob o pseudónimo de Joaquim Pires.

- João de Araújo Correia no blogue "Escritos do Douro".

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sexta-feira, 17 de maio de 2013

A minha RÉGUA ! - 68

PRIMAVERA
Fotos que refletem um estado de alma sobre a nossa cidade
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Tertúlia João Araújo Correia - ROTEIRINHO

"A Tertúlia João de Araújo Correia vai realizar, no próximo dia 1 de junho, o 1º Roteirinho em torno da geografia afetiva do escritor, nascido em Canelas.

Chamámos roteirinho a este percurso pedestre pela sua curta extensão, mas também porque o diminutivo exprime o carinho com que nos propusemos pisar sítios andarilhados por João de Araújo Correia.

O seu amor à aldeia natal transparece, a cada passo, nas suas crónicas, trate-se do pelourinho desaparecido, da ermida da Srª das Candeias, do material autêntico ligado aos trabalhos da vinha e do vinho, do artesanato, do sino de bronze, dos jograis Bonamis e Acompaniado e doutras coisas a evocar na caminhada. Ela nos obrigará a paragens impostas pela sua especificidade, como a Fonte do Milho, local de interesse arqueológico, onde um perito na matéria nos prestará os esclarecimentos necessários.

Preocupado com a lentidão do processo de escavações e estudo de uma área a fazer lembrar Conimbriga, o escritor reguense exprime, na crónica “Fonte do Milho”, um voto decerto partilhado com quantos são sensíveis às marcas da nossa ancestralidade que urge preservar.

Inscreva-se e traga um amigo.
"Já não há caminhadas, filas de homens valentes, que levavam a uva ao lagar em cestos altos, inclinados como torres bêbedas de sumo. Tão valentes e tão alegres eram, que dançavam e tocavam debaixo do carrego - pena de passarinho para os ombros de Hércules" (Pó Levantado: 116-117)
- João de Araújo Correia

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quinta-feira, 16 de maio de 2013

MUSEU DO DOURO - Convite para 18 de Maio de 2013

(clique na imagem para ampliar)

Helena Freitas
Técnica Superior no Gabinete de Apoio à Direção

FUNDAÇÃO MUSEU DO DOURO
Museu do Douro - Prémio Museu Europeu do Ano 2011 | Menção Especial do EMYA
Rua Marquês de Pombal | 5050-282 Peso da Régua | Portugal | www.museudodouro.pt |pt-br.facebook.com/museudodouro